Fórum das Juventudes Amazônicas começa em Manaus com escuta das juventudes

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Jovens de diferentes territórios participam do Fórum das Juventudes Amazônicas, em Manaus (AM).

Encontro reúne jovens de diferentes territórios da Amazônia para partilhar experiências, desafios e esperanças

Por: Arthur Amorim

“Em conexão: tecendo pontes”. É com esse convite que jovens da Amazônia se encontram, em Manaus (AM), para o Fórum das Juventudes Amazônicas. O encontro teve início nessa sexta-feira (25), na Casa de Retiro Ir. Vicente Cañas, reunindo jovens e pessoas que acompanham as juventudes em diferentes territórios para um caminho de escuta, partilha e construção coletiva.
O primeiro dia começou com o credenciamento dos participantes e, em seguida, com uma mística de abertura que colocou no centro a diversidade da Amazônia e o cuidado com a Casa Comum. Terra, água, fogo e ar foram apresentados como elementos que expressam a vida e a relação dos povos com o território. Jovens carregaram os elementos durante o momento, dando rosto e movimento à experiência.
A mística também retomou o sonho do Papa Francisco pela “querida Amazônia”, recordando que cuidar do território passa pelo reconhecimento de seus povos, culturas e modos de vida e, de maneira especial, pela escuta das juventudes que vivem e constroem seus caminhos na região.

Esperanças, lutas e desafios dos territórios

Depois da mística, os participantes foram convidados a olhar para suas próprias realidades. Em uma dinâmica de partilha, cada jovem registrou palavras que expressassem esperanças, lutas e desafios presentes em seu território.

As palavras colocadas em comum começaram a revelar a diversidade de experiências que compõem a Amazônia. Diferentes realidades, mas também inquietações, sonhos e desafios que atravessam as juventudes e ajudam a construir o diálogo que seguirá durante os próximos dias.

O encontro também foi marcado pela alegria e descontração. Na apresentação dos estados e países presentes, cada delegação pode dançar a tradicional música da farinhada, celebrando uma prática tão presente na vida e na cultura amazônicas.

Mais do que apresentar de onde cada participante vem, o momento mostrou a riqueza de uma Amazônia plural, formada por diferentes povos, culturas, sotaques e experiências.

O primeiro dia também contou com uma mesa de abertura formada por pessoas que acompanham e ajudam a construir a missão junto às juventudes.

Participaram o Pe. Silas Silva, SJ, coordenador do Núcleo Apostólico Manaus dos Jesuítas do Brasil, e diretor do Centro MAGIS Amazônia; Dom Frei Samuel Ferreira de Lima, OFM, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus e referencial para a juventude; Pe. Rogério Mosimann, SJ, delegado para a Preferência Apostólica Amazônia dos Jesuítas do Brasil; e Pe. Edson Tomé, SJ, secretário para Juventude e Vocações dos Jesuítas do Brasil.

A presença de diferentes pessoas que atuam no acompanhamento das juventudes reforçou a proposta de um encontro construído em diálogo. O Fórum busca reconhecer os jovens como sujeitos de sua própria história, capazes de partilhar suas experiências, apontar desafios e contribuir na construção de novos caminhos para a presença junto às juventudes na Amazônia.

Realizado pelo Centro MAGIS Amazônia, o Fórum dá continuidade a um processo de escuta iniciado com o Pré-Fórum das Juventudes Amazônicas. Agora, presencialmente, diferentes experiências e territórios se encontram para aprofundar essa caminhada.

Até domingo (27), a programação seguirá com momentos de diálogo, partilha, espiritualidade, convivência e reflexão. A proposta é que as vozes reunidas em Manaus possam contribuir para fortalecer a articulação entre as juventudes e aqueles que as acompanham, reconhecendo a diversidade amazônica como uma riqueza para a missão.

Em uma região marcada por rios que conectam comunidades e territórios, o Fórum também propõe construir outras formas de conexão: aproximar pessoas, experiências e sonhos para tecer pontes entre as juventudes da Amazônia.

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