Encontro celebra voluntariado SEFRAS e redes de esperança

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Participantes do encontro de voluntariado SEFRAS reunidos na Casa de Clara, em São Paulo, durante celebração do Dia Nacional do Voluntariado

MAGIS Brasil participa de momento que reuniu cerca de 30 pessoas para celebrar vínculos, partilhar experiências e fortalecer o compromisso com o bem comum

Guilherme Freitas via MAGIS Brasil com informações de Giovani do Carmo

Cerca de 30 pessoas participaram do encontro de voluntariado SEFRAS, realizado em 29 de agosto, na Casa de Clara, em São Paulo (SP). A atividade celebrou o Dia Nacional do Voluntariado e reuniu voluntários e colaboradores das Casas Franciscanas da região metropolitana.

Com o tema “Redes de esperança: amor que nos conecta”, o encontro destacou a força dos vínculos construídos pelo serviço ao próximo. A proposta convidou os participantes a reconhecer como tempo, dons e capacidades podem contribuir para o bem comum.

A Rede Inaciana de Juventude – MAGIS Brasil esteve representada por Giovani do Carmo Júnior e Tais Santos Silva. Giovani coordena os Eixos Pedagogia da Formação e Voluntariado e Inserção Sociocultural. Thais atua como voluntária no Centro MAGIS Anchietanum e no SEFRAS.

Uma experiência que humaniza

A programação começou com um café da manhã de acolhida. Na sequência, Frei Tiago Gomes Elias, OFM, diretor vice-presidente do SEFRAS, conduziu um momento de espiritualidade e reflexão.

Em sua fala, Frei Tiago apresentou o voluntariado como uma experiência humana capaz de transformar tanto quem serve quanto quem é acolhido. Essa relação permite reconhecer o outro como parte da Casa Comum e fortalece redes comprometidas com o cuidado e a dignidade da vida.

A partir da imagem bíblica do óleo de nardo, ele também relacionou a experiência voluntária à generosidade e à doação. Na espiritualidade franciscana, esses elementos ajudam a compreender o serviço como expressão concreta do cuidado com o outro.

Histórias que se encontram

Após a reflexão, Vinícius Fabreau, responsável pelo acompanhamento das experiências de voluntariado do SEFRAS, agradeceu a presença dos participantes. Cada voluntário recebeu uma mochila com o “Caderno de Orientação do Voluntariado” e um copo ecológico.

Quatro voluntários também compartilharam experiências vividas na Casa de Alice, Casa de Clara, Chá do Padre e Centro de Referência para Acolhida de Migrantes e Refugiados (CRAI).

As partilhas abriram espaço para que outros participantes reconhecessem pontos de encontro entre diferentes histórias e experiências. O diálogo reforçou uma das imagens centrais da proposta: uma rede nasce quando diferentes fios se conectam.

Para Tais Santos Silva, o encontro também permitiu perceber como o serviço aproxima trajetórias e produz transformação mútua.

“Viver este dia reforçou o sentimento de que nossa caminhada realmente faz diferença na vida dos outros, conectando histórias, experiências e trajetórias”, relata.

A voluntária destaca ainda que a transformação provocada pelo serviço acontece também nas pequenas escolhas.

“O voluntariado não se resume a grandes feitos, mas sim a cuidar dos pequenos detalhes e das pequenas ações que a vida nos proporciona”, afirma.

Voluntariado como construção de esperança

O encontro terminou com a apresentação do Caderno de Orientação e a exibição de um vídeo institucional. O material apresentou a Declaração Universal dos Voluntários e Voluntárias do SEFRAS.

A experiência reforçou que uma rede não depende de um único gesto. Ela se constrói quando diferentes pessoas colocam suas capacidades a serviço de uma realidade compartilhada.

Nesse sentido, o voluntariado SEFRAS revela que a esperança também pode ser construída por meio de relações, presença, cuidado e compromisso cotidiano.

A participação do MAGIS Brasil fortalece uma missão que reconhece os jovens como sujeitos capazes de servir e transformar a realidade. Por meio do Eixo de Voluntariado e Inserção Sociocultural, a Rede promove experiências de encontro, serviço e compromisso com a justiça. Esse caminho dialoga com as Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus e ajuda a formar jovens “contemplativos na ação”, atentos à realidade e disponíveis para colocar seus dons a serviço dos outros.

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