Psicóloga Daniele Batista de Sousa reflete sobre sofrimento emocional, escuta, espiritualidade e redes de cuidado e destaca a importância de acompanhar as juventudes sem oferecer respostas simplificadas
Guilherme Freitas
Falar sobre prevenção do suicídio entre adolescentes e jovens exige cuidado. Em um período no qual o Setembro Amarelo amplia a visibilidade do tema, também cresce a responsabilidade de não reduzir uma realidade complexa a explicações rápidas, frases prontas ou soluções que desconsiderem a singularidade de quem sofre.
Para aprofundar essa reflexão, a Rede Inaciana de Juventude – MAGIS Brasil conversou com a psicóloga e psico-oncologista Daniele Batista de Sousa, que integra o Grupo de Trabalho “Cuidar da Vida: prevenção ao suicídio de adolescentes e jovens”, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e também colabora voluntariamente com o MAGIS Brasil no acompanhamento espiritual de jovens a partir do Centro MAGIS Anchietanum
A entrevista integra a série de conteúdos da campanha do Setembro Amarelo do MAGIS Brasil, que neste ano parte da afirmação “CUIDAR também é ACOMPANHAR”. A partir de sua experiência profissional e do contato com as juventudes, Daniele chama atenção para algo que antecede qualquer estratégia ou resposta: é preciso aproximar-se de quem sofre.
Antes de falar do sofrimento, precisamos falar de quem está sofrendo
O suicídio, explica Daniele, é um fenômeno complexo e multifatorial, relacionado a um sofrimento existencial profundo. Por isso, quando o assunto envolve adolescentes e jovens, o primeiro movimento não deveria ser procurar explicações para o comportamento suicida, mas conhecer e escutar as próprias juventudes.
“Não é um assunto fácil de se falar, porém, é um tema urgente. Primeiramente, precisamos falar sobre nossas juventudes, buscar compreendê-las, falar com elas, escutá-las. Se nos achegarmos aos nossos jovens e dedicarmos uma escuta interessada e sincera, poderemos acolher suas angústias e nos aproximar do que pode estar esvaziando os sentidos de sua vida.”
Ela lembra que podem existir modificações de comportamento, instabilidade de humor, mudanças repentinas de planos e hábitos, desesperança, desânimo e tristeza profunda. Essas manifestações, entretanto, nem sempre estarão associadas ao diagnóstico de algum transtorno.
“É uma temática que exige abordarmos sobre prevenção, estratégias que promovam qualidade de vida, acolhimento genuíno e a desconstrução de estigmas. Não porque chegamos no mês de setembro e existe uma campanha oficial, mas porque olhar para as necessidades e angústias de nossos jovens é oferecer cuidado e atender, inclusive, a uma das Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus. Antes de falar do sofrimento, precisamos falar de quem está sofrendo.”
Essa perspectiva desloca a prevenção de uma ação restrita ao mês de setembro e a coloca no cotidiano das relações com as juventudes.
Escutar as juventudes de hoje
A experiência de Daniele no Grupo de Trabalho “Cuidar da Vida: prevenção ao suicídio de adolescentes e jovens”, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), possibilitou o contato com diferentes realidades juvenis e com reflexões sobre os desafios que atravessam a saúde mental de adolescentes e jovens. A partir dessa experiência, uma constatação aparece como fundamental: não é possível acompanhar as juventudes de hoje a partir de uma imagem cristalizada do que significa ser jovem.
“É primordial escutar as juventudes. Os jovens de hoje não são os mesmos de antes, a conjuntura atual é outra. Há outros recursos, avanços tecnológicos, outras problemáticas socioculturais. Logo, as pessoas têm outras experiências de vida, outro olhar para o mundo.”
Entre as questões que aparecem nesse contato, Daniele identifica sofrimentos relacionados à identidade e à autoestima, à procura por relações genuínas e à busca por sentidos para a vida. E aponta um paradoxo próprio do nosso tempo:
“O acesso à tecnologia e aos recursos materiais tornou-se ‘fácil’, contudo, a oportunidade de vínculos profundos que permitem um contato sincero e afetuoso tornou-se mais rara.”
É justamente nesse cenário que a qualidade da presença de quem acompanha ganha importância. Escutar, segundo ela, não significa apenas receber alguém ou disponibilizar alguns minutos para uma conversa.
“Dedicar escuta, não simplesmente recepcionar com pressa e cumprindo meta, dedicar tempo — isto cria uma esfera em que a pessoa, ao notar-se acolhida e segura, poderá trazer partilhas sensíveis. Os pedidos de ajuda podem se revelar quando menos esperamos. Carece escutar também nas entrelinhas, não nos precipitar em afirmações e conselhos.”
No acompanhamento espiritual, essa experiência assume ainda uma dimensão particular. Mais do que transmitir uma ideia sobre o amor de Deus, Daniele considera necessário favorecer uma experiência concreta:
“Nossos jovens precisam se sentir criaturas amadas. Não obter tal informação, mas ter essa experiência pessoal e poderem se reconhecer acompanhados no caminho.”
Quando alguém consegue dizer: “eu não estou bem”
Nem todo pedido de ajuda chega de maneira organizada ou por meio de uma frase explícita. Em uma sociedade que cobra produtividade, conquistas e uma imagem permanente de bem-estar, admitir a própria fragilidade pode ser especialmente difícil.
“É um exercício exigente comunicar que não se está bem. Poderá ser mais comum revelar um pedido de ajuda de maneira mais implícita, através do desengajamento em atividades de que se gostava, por falas de desesperança, autodepreciação e importante desânimo.”
Diante dessa situação, quem está próximo também pode experimentar impotência. O desconforto provocado pela angústia do outro pode gerar uma tentativa de encontrar rapidamente alguma resposta.
Daniele alerta, porém, que essa pressa pode produzir justamente o efeito contrário ao desejado:
“É comum nos encontrarmos impotentes frente a essa situação, nos sentirmos incomodados com a angústia do outro e tentarmos resolvê-la da maneira mais rápida e prática possível, acabando assim por minimizá-la, invalidá-la e afastando aquele que sofre.”
Por isso, antes de qualquer ajuda prática, ela propõe sustentar o espaço que a pessoa encontrou para se expressar.
“Somos convidados a sustentar esse espaço de expressão, permitindo que a pessoa fale sem interrompê-la ou repreendê-la. Antes de qualquer ajuda prática, precisamos investir na presença afetuosa, através da escuta e acolhida em que o jovem sente-se confortável para compartilhar e até chorar e exprimir outras emoções.”
Essa presença também implica evitar especulações e lições de moral. O sofrimento não precisa ser comparado ou medido para ser reconhecido.
“Precisamos nos fazer disponíveis, validar o sofrimento sem tentar mensurá-lo, escutando com atenção e nos fazendo companhia. O ato de oferecer uma escuta sincera permite que a própria pessoa se escute, organize percepções e identifique emoções.”
Escutar não é ter uma solução pronta
Frases como “você precisa ser forte”, “vai passar” ou “pense positivo” podem surgir de uma intenção genuína de ajudar. Entretanto, nem sempre aquilo que é dito com boa intenção é capaz de acolher o sofrimento.
Para Daniele, uma escuta responsável começa quando abandonamos a ideia de que precisamos necessariamente encontrar uma resposta.
“Precisa ficar muito evidente que não precisamos escutar para propor uma solução. Precisamos escutar de maneira atenta, amorosa, com paciência, preocupados em escutar de fato, nos fazendo presentes.”
E há momentos em que não saber o que dizer também precisa ser admitido.
“Se não soubermos o que dizer, não devemos inventar. O olhar acolhedor, o segurar a mão, um abraço sincero poderão chegar e comunicar de maneira mais efetiva ao coração.”
A qualidade dessa escuta também depende das condições concretas oferecidas: atenção, acolhimento, alguma privacidade, tempo e disponibilidade para continuar caminhando com a pessoa. Mas existe ainda outro elemento indispensável: reconhecer que o cuidado não pode depender de uma única pessoa.
Isso se torna especialmente importante quando alguém manifesta desejo de não continuar vivendo.
“Se uma pessoa disser sobre seu sofrimento e o desejo de não mais viver, você não pode se comprometer a guardar segredo porque não é possível ofertar o devido cuidado sozinho. É preciso, com todo carinho e respeito, sinalizar que se precisa de uma rede de cuidado, pensando juntos em pessoas próximas e de confiança que possam somar ao suporte, juntamente com a identificação de um profissional da saúde mental que disponibilize o devido apoio.”
Do mesmo modo, atitudes aparentemente pequenas podem comprometer o vínculo construído.
“Promessas falsas, repreensão, julgamento, moralismos, acusações, exposições e quebra de confiança ferem esse espaço de escuta.”
Acompanhar também é reconhecer os próprios limites
Amigos, familiares, educadores, agentes pastorais e outras pessoas próximas podem ocupar lugares fundamentais na vida de um jovem. Isso não significa, porém, que precisem, ou possam, responder sozinhos a todas as necessidades que surgem.
“Pessoas de vínculo importante com o jovem são fundamentais para acompanhá-lo nesse percurso. Entretanto, nenhuma será suficiente sozinha. Isto porque aqui tratamos do sofrimento emocional que, por sua profundidade, requer intervenção especializada.”
Daniele propõe compreender a presença das pessoas próximas e a atuação dos profissionais de saúde mental como dimensões complementares de uma mesma rede:
“A presença de uma pessoa querida não substitui o profissional de saúde e vice-versa. Ambas acolhem em conjunto: um através da técnica, outro através da história compartilhada com o jovem.”
Reconhecer os limites do acompanhamento também exige olhar para quem cuida. Dependendo da própria história ou do momento vivido, o sofrimento de outra pessoa pode produzir sobrecarga ou comprometer a capacidade de oferecer ajuda.
“Se o sofrimento me atravessa de tal forma como se fosse comigo mesma, pode ser um sinal de que não terei a consciência e ponderação suficientes para desenvolver uma estratégia de cuidado.”
Por isso, encaminhar alguém a um serviço especializado não deveria ser compreendido como abandono.
“Direcionar o jovem para um serviço especializado não é afastar-se dele e delegar uma demanda, é estabelecer uma rede com outros que somem ao cuidado adequado. Acompanhar requer reconhecer limites para não colocar-se em risco a si mesmo nem ao outro.”
Espiritualidade, religião e a busca por sentidos
No contexto do acompanhamento das juventudes, a dimensão espiritual também pode ocupar um lugar importante. Daniele, entretanto, chama atenção para uma distinção necessária entre espiritualidade e religião.
“A espiritualidade é algo mais amplo, é inerente ao ser humano, diz de seus sentidos de vida, da busca por significado. A religião é uma forma de linguagem, uma organização complexa que propõe respostas a partir de uma doutrina, construindo uma compreensão, por exemplo, sobre o sentido da vida e da morte e tendo formas específicas de se expressar através de ritos e outros.”
Nem toda pessoa vive uma pertença religiosa, mas isso não significa ausência de espiritualidade. Para Daniele, dedicar atenção a essa dimensão também significa voltar-se para aquilo que dá sentido à própria existência.
“Dedicar atenção à própria espiritualidade é também dedicar-se aos próprios sentidos de vida, à busca pelo ‘magis’. Talvez, uma situação de vulnerabilidade interfira na percepção dos valores e sentidos pessoais, no olhar para a própria essência, por mais que esteja presente.”
Nesse caminho, a comunidade religiosa pode favorecer experiências de pertencimento e constituir uma rede de apoio, desde que efetivamente contribua para o cuidado.
“Encontrar seus sentidos para a vida é uma das formas de zelar por ela e encontrar significado para a própria existência. A experiência religiosa pode ser sensível e funcional, proporcionando inserção em uma rede e facilitando espaços de acolhimento e acompanhamento.”
Quando a experiência religiosa deixa de cuidar
Se a religião pode favorecer pertencimento, esperança e vínculos, determinadas experiências também podem produzir efeitos opostos. Daniele propõe observar especialmente aquilo que uma prática ou discurso religioso provoca na pessoa.
“Podemos nos concentrar nos sentimentos provocados. Se há culpa e medo, se o jovem se sente julgado e até condenado, podemos inferir que é uma experiência religiosa distorcida.”
Ela diferencia ainda uma crise de fé, que pode fazer parte da experiência humana, de contextos religiosos que impõem um peso capaz de ampliar o sofrimento.
“Viver com um pesado fardo imposto por um contexto dito religioso, que impede a experiência de conforto, esperança e impõe práticas sufocantes, é algo maléfico e não revela a experiência de Deus. Se não colabora com o autocuidado e a manutenção do cuidado especializado com a saúde, não há como se reconhecer como algo bom.”
Por essa razão, espiritualidade e acompanhamento profissional não precisam ser colocados em oposição.
“Integrar as dimensões de espiritualidade e acompanhamento profissional é, antes de tudo, reconhecer que não se excluem, é reconhecer e validar que dialogam diretamente.”
O cuidado, nessa perspectiva, considera a integralidade da pessoa:
“O acompanhamento profissional está na esfera do cuidar do indivíduo. E esse mesmo indivíduo […] é biopsicossocial espiritual. Se é cuidado, deve sê-lo por inteiro, em todas as suas esferas.”
Quando a Inteligência Artificial se torna lugar de “escuta”
Entre as transformações que atravessam a experiência das juventudes está também a presença crescente da Inteligência Artificial. Ferramentas desse tipo passaram a ser utilizadas para conversar sobre relacionamentos, ansiedade, sentimentos e experiências pessoais.
Daniele reconhece as possibilidades dessas tecnologias, mas estabelece uma distinção importante entre acessar informações e ser acompanhado.
“A Inteligência Artificial é uma ferramenta avançada que dispõe de uma versatilidade e amplitude de informações, tornando surpreendentemente ágil a reprodução de qualquer dado. Porém, sabemos, vulnerável a erros e sem qualquer capacidade emocional ou subjetiva.”
Embora algumas ferramentas apresentem suas respostas em formato de conversa, isso não transforma a interação em uma relação humana.
“Os aplicativos até conseguem apresentar o conteúdo solicitado em forma de conversa, sempre com frases simpáticas e que supervalorizam seu ‘interlocutor’. Contudo, esse artifício não substitui uma relação, não consegue interagir de maneira pessoal e genuína.”
Daniele não descarta o uso da tecnologia como ferramenta de acesso a informações. O limite aparece quando ela passa a ocupar o lugar de relações de amizade ou do atendimento profissional.
“É um sistema com alta capacidade de replicar dados, que pode ajudar a obter informações relevantes. Todavia, não é um amigo com quem se compartilha uma história de vida. Tampouco é um profissional habilitado e competente.”
Quando há sofrimento, lembra a psicóloga, cuidar envolve dimensões que ultrapassam a capacidade de produzir uma resposta.
“O jovem que está sofrendo não precisa de informações técnicas e teóricas, precisa de uma relação de cuidado real. Que possa sentar ao lado, olhar nos olhos, captar seus sentimentos, sustentar o silêncio necessário. Que possa dialogar com aquele que sofre e, muitas vezes, sequer consegue arranjar palavras para se expressar ou montar um ‘prompt’ em busca de soluções.”
Para ela, é justamente aí que precisa estar situada a tecnologia:
“Toda ferramenta é apenas uma extensão da capacidade humana, a serviço da pessoa e não uma outra pessoa.”
Cuidar também é acompanhar
As reflexões propostas por Daniele encontram diretamente o lema escolhido pelo MAGIS Brasil para a campanha deste ano. Se cuidar envolve escutar, construir vínculos, reconhecer limites e mobilizar redes, acompanhar alguém também exige compreender a responsabilidade do lugar que se ocupa em sua história.
“Acompanhar um jovem, antes de tudo, significa ocupar um lugar muito precioso e de muita responsabilidade. Testemunhar de perto o caminho de um jovem é ação de confiança, sensibilidade, disposição e cuidado em rede. Requer ética, respeito, presença ativa e atenção às necessidades.”
Mas a responsabilidade do acompanhamento não se dirige somente ao outro. Quem acompanha também precisa permitir-se ser cuidado.
“Também exige a manutenção do autocuidado de quem acompanha, para que antes busque ordenar os próprios afetos e se deixe acompanhar e cuidar por outros. Nunca estaremos plenamente prontos para o exercício deste ministério, por isto, o autocuidado e a própria experiência de criatura amada precisam começar antes e continuar sempre.”
Formação e conhecimento sobre as juventudes também fazem parte desse processo. Daniele destaca a importância de investir em capacitações, manter-se atualizado e, sobretudo, reconhecer com sinceridade as próprias condições para acompanhar.
É nesse horizonte que a afirmação que atravessa a campanha ganha concretude: acompanhar não é resolver sozinho a dor do outro. É estar presente, reconhecer limites, ajudar a construir caminhos e permitir que o cuidado se transforme em rede.
Como sintetiza Daniele:
“Cuidar também é acompanhar e o acompanhamento diz de cuidar de si para cuidar do outro.”
Onde buscar ajuda
Daniele recorda que existem serviços especializados em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) e destaca o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio, disponível pelo telefone 188, além de chat, e-mail e atendimento presencial.
A psicóloga também ressalta a importância de conhecer os serviços e instituições disponíveis em cada território, para que a pessoa que acompanha saiba onde buscar apoio quando necessário.
Sobre a entrevistada
Daniele Batista de Sousa é psicóloga e psico-oncologista. É psicóloga pela Universidade São Judas Tadeu, com ênfase na abordagem psicodinâmica, e possui formação em Teologia para leigos pela Diocese de Guarulhos (SP). É psico-oncologista pela Fundação Antônio Prudente, pós-graduada em Psicanálise Winnicottiana e em Cuidados Paliativos e mestranda em Ciências da Saúde, na área básica de Oncologia, pela Fundação Antônio Prudente, pesquisando as influências da fadiga por compaixão e da espiritualidade.
Atua como psicóloga titular e preceptora no Departamento de Saúde Mental do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e como psicóloga clínica. Também atua como assessora e docente convidada em temas relacionados à saúde mental e espiritualidade, oncologia, cuidados paliativos e psicologia hospitalar.
Junto à Companhia de Jesus, colabora voluntariamente com o projeto Escola dos Afetos: Espiritualidade Inaciana e Eneagrama e com o acompanhamento espiritual de jovens. Integra o Grupo de Trabalho “Cuidar da Vida: prevenção ao suicídio de adolescentes e jovens”, iniciativa da CNBB.
É coautora dos livros Acompanhamento Espiritual de Jovens à luz da espiritualidade inaciana (Edições Loyola, 2020) e Um dia de cada vez: Guia de suporte emocional da mulher com câncer (Editora Aja, 2024).
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