MAGIS Brasil no encontro Igreja Católica Pós-COP30 

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Em Brasília, Rede articula caminhos com a Igreja para fortalecer a ecologia integral e a justiça climática 

Guilherme Freitas via MAGIS Brasil 

Entre os dias 13 e 15 de março de 2026, em Brasília (DF), o MAGIS Brasil participou do encontro “Igreja Católica Pós-COP30: articulação por ecologia integral e justiça climática”. A iniciativa reuniu organizações e lideranças eclesiais comprometidas com o cuidado da Casa Comum e com a continuidade dos compromissos assumidos na COP30. 

Realizado na Casa Dom Luciano, o encontro promoveu painéis, momentos de oração, partilhas e trabalhos em grupo. A programação destacou a necessidade de articular justiça climática e justiça social, além de fortalecer a presença da Igreja nos territórios mais impactados pela crise ambiental. 

Nos painéis, lideranças da Igreja, da sociedade civil e da política reforçaram que a COP30 não pode ser compreendida como um evento isolado, mas como parte de um processo contínuo. A perspectiva da ecologia integral, marcada pela convicção de que “tudo está interligado”, orientou as reflexões e os compromissos assumidos. 

Caminhos do pós-COP30 e compromisso global 

O primeiro painel reuniu nomes centrais do debate climático e eclesial, como Dom Jaime Spengler (CNBB), André Corrêa do Lago, presidente da COP30, César Piscoya (CELAM) e Stela Herschmann (Observatório do Clima). 

Ao abordar os desafios do pós-COP30, André Corrêa do Lago destacou a urgência de dar continuidade aos compromissos assumidos e ampliar a participação social nos processos de implementação das decisões climáticas. 

“A COP30 não é apenas um evento, mas parte de um processo essencial para o futuro do planeta”, afirmou. 

Ele também ressaltou que a crise climática já não pode ser dissociada das desigualdades sociais e da qualidade de vida global, exigindo respostas mais rápidas, éticas e integradas.  

Dom Jaime Spengler reforçou que esse caminho exige mais do que respostas técnicas: 

É preciso considerar também as dimensões ética, estética e espiritual no cuidado da Casa Comum”, destacou. 

Já Stela Herschmann apontou o desafio do ritmo das mudanças: 

Há um descompasso entre a velocidade das negociações e a crise que já está posta”, alertou. 

Ela também reconheceu que, embora os avanços ainda sejam insuficientes, a COP30 gerou uma mobilização global que precisa continuar crescendo. 

Caminho construído com as juventudes 

A presença no encontro pós-COP30 expressa um percurso já consolidado pelo MAGIS Brasil no campo da justiça socioambiental. Nos últimos anos, a Rede tem articulado espiritualidade, formação e incidência pública junto às juventudes. 

Esse caminho inclui participação em espaços eclesiais rumo à COP30, mobilizações juvenis em Belém e iniciativas voltadas à economia solidária e à justiça climática. Em 2025, por exemplo, o MAGIS esteve em encontros com jovens e movimentos sociais para fortalecer alianças e ampliar a incidência política das juventudes. 

Também integrou espaços institucionais, como uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará, onde juventudes amazônidas defenderam políticas públicas e participação ativa nos debates sobre a crise climática. 

Comunicação a serviço da ecologia integral 

Outro eixo estratégico dessa caminhada tem sido a comunicação. Em parceria com a articulação Igreja Rumo à COP30, o MAGIS Brasil produziu o podcast “Igreja rumo à COP30”, que deu visibilidade a experiências e lideranças de diferentes territórios. 

“A Articulação que a Igreja no Brasil criou por ocasião da COP30 é reconhecida por inúmeros atores eclesiais e da sociedade civil pelo marco histórico que gerou”, afirma Eduardo Nischespois Scorsatto, um dos secretários da Articulação Rumo a COP 30, da CNBB. 

Ao destacar a atuação da Rede, ele reforça: 

“O MAGIS Brasil foi um parceiro determinante na difusão do apelo por justiça climática e por um novo paradigma, o da Ecologia Integral.” 

Espiritualidade e compromisso com a Casa Comum 

O encontro também foi marcado por momentos de oração e espiritualidade, que retomaram o clamor da Terra e dos povos mais vulnerabilizados. Essa dimensão reforça a urgência de uma conversão ecológica e de uma presença eclesial comprometida com a vida. 

A participação do MAGIS Brasil no encontro pós-COP30 reafirma o compromisso da Rede em formar juventudes capazes de discernir os sinais do tempo e atuar na transformação da realidade. Em sintonia com o eixo de Justiça Socioambiental e com as Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus, a Rede segue sua missão de formar jovens “contemplativos na ação”, comprometidos com a ecologia integral e a defesa da vida. 

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